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Lula defende reciprocidade contra tarifas dos EUA e busca diálogo com Trump

Presidente afirma que medida mostra que Brasil não é 'pouca coisa' e que está tranquilo para enfrentar possíveis retaliações

Por Nossa Terra

· 2 min de leitura ·

Fonte: cnnbrasil.com.br

Lula defendeu nesta sexta-feira (14) a decisão do governo brasileiro de iniciar o processo de reciprocidade contra as tarifas dos Estados Unidos, afirmando que quer manter boa relação e não deseja briga.

Em entrevista aos podcasts As Cunhãs e Não Inviabilize, o presidente declarou: “Eu quero manter uma boa relação com os Estados Unidos. Não quero nenhuma briga com os Estados Unidos. Lamentavelmente, eles estão fazendo, sabe, construindo inverdades contra o Brasil. Nós, ontem, entramos com lei da reciprocidade para a gente mostrar que a gente não é pouca coisa”.

Sobre possíveis consequências, Lula disse estar “tranquilo” e acrescentou: “Estou muito tranquilo sabendo o que pode acontecer, estou preparado para debater a defesa do Brasil em qualquer lugar do planeta Terra”.

Lula afirmou ter relação de respeito mútuo com o presidente norte‑americano Donald Trump e que tenta marcar uma nova conversa, dizendo: “Estou tentando falar com ele, estou tentando manter um contato com ele porque eu quero ter uma conversa ‘tête-à-tête’ com ele. E vou dizer: não se meta nos negócios do Brasil e sobretudo na questão da eleição”. Alertou que nova reunião pode demorar por questões de agenda.

Em 22 de julho, os EUA aplicaram tarifa de 25 % contra certos produtos brasileiros, adicional às alíquotas já existentes, elevando, por exemplo, um imposto de 5 % para 30 %.

A abertura do processo de reciprocidade não implica aplicação imediata das medidas de defesa comercial; o procedimento pode passar por diversas fases e a legislação prevê a possibilidade de o Brasil oferecer o mesmo tratamento nas áreas comercial, de vistos, econômica, diplomática ou em qualquer ação que, segundo o governo, “impactem negativamente a competitividade internacional brasileira”.

O presidente ainda atribuiu as tarifas ao secretário americano Marco Rubio, afirmando que já disse a Trump que “o secretário de Estado dele não gosta do Brasil e não gosta da América Latina”.

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