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Ansiedade eleitoral: até onde seu corpo aguenta?

Por Márcio Lima · Saúde e Espiritualidade

· 1 min de leitura ·

A contagem regressiva para as urnas não está apenas agitando as redes sociais — está pesando no corpo e na mente dos brasileiros. O bombardeio ininterrupto de debates, projeções e discussões acaloradas deu origem a um fenômeno cada vez mais visível: a ansiedade eleitoral.

Os números confirmam a tensão. Segundo levantamento recente do Datafolha neste ano com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais pelo país:

• 69% dos eleitores relatam sentimento de insegurança;
• 61% dos entrevistados afirmam sentir medo e desânimo com o futuro.

Ainda que esses índices não signifiquem necessariamente diagnósticos psiquiátricos, eles revelam uma nação em estado permanente de sobrecarga emocional.

O corpo em estado de alerta máximo

Ficar atualizando feeds de notícias e entrando em discussões no trabalho, no trânsito ou no almoço de família cobra um preço alto. Especialistas apontam que a vigilância constante aciona o mecanismo de defesa do organismo: o cérebro entende o clima de confronto como ameaça real e libera descargas contínuas de adrenalina.

O impacto vai muito além da irritação:

• Aceleração dos batimentos cardíacos;
• Contração dos vasos sanguíneos;
• Picos de pressão arterial;
• Em casos extremos de estresse acumulado, maior risco de complicações cardiovasculares, como o infarto.

Como frear o desgaste

A orientação médica é clara: reconheça seus sinais de saturação. Sentimentos persistentes de raiva, impaciência ou angústia indicam que é hora de recuar. Estabelecer limites no consumo de notícias, evitar debates que não levam a lugar algum e, se necessário, procurar apoio psicológico são passos fundamentais para atravessar o período com a saúde preservada.

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