
Governo recorre ao STF para reverter suspensão de decreto que aumentava IOF
Por Nossa Terra
· 2 min de leitura ·

O governo federal, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), entrou nesta terça-feira (1º) com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar validar o decreto que previa o aumento de alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A medida foi derrubada pelo Congresso Nacional na semana passada.
De acordo com o ministro da AGU, Jorge Messias, a ação — chamada de ação declaratória de constitucionalidade — foi protocolada a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após uma análise técnica e jurídica conduzida pela equipe do órgão. A avaliação é de que o decreto é legal e que sua anulação pelo Congresso fere a autonomia entre os poderes.
“Nosso parecer aponta que o Legislativo ultrapassou seus limites ao sustar um decreto legítimo do Executivo. Isso compromete o equilíbrio institucional que deve ser preservado”, afirmou Messias em entrevista coletiva.
Disputa sobre receitas e cortes
O decreto em questão fazia parte de um conjunto de medidas da equipe econômica para ampliar as receitas e cumprir as metas estabelecidas pelo novo arcabouço fiscal. Publicado no fim de maio, ele determinava aumentos de IOF em operações como crédito, seguros e câmbio.
A derrubada do decreto foi articulada com rapidez. Horas antes da votação, o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nas redes sociais que a maioria da Casa não apoiava o aumento de impostos como caminho para o ajuste fiscal e vinha cobrando cortes em despesas do governo.
O Ministério da Fazenda, por sua vez, defendeu a proposta como forma de evitar cortes mais severos em programas sociais e evitar o travamento da máquina pública. Para o ministro Fernando Haddad, a medida corrigiria distorções no sistema tributário, uma vez que determinados setores — como fintechs e apostas eletrônicas — recolhem menos tributos que bancos tradicionais ou empresas convencionais.
Mudanças previstas na tributação
O decreto previa, entre outros pontos, elevações na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL): de 12% para 18% no setor de apostas online e de 9% para 15% para as fintechs, igualando-as às instituições financeiras tradicionais. Também estava prevista a tributação de investimentos hoje isentos, como Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA).
Mesmo com a resistência no Congresso, o governo tentou uma alternativa: editou uma Medida Provisória no início de junho para aumentar a taxação sobre apostas e investimentos isentos, em linha com as cobranças do próprio Legislativo. A MP também estipulou corte de R$ 4,28 bilhões em despesas obrigatórias. Ainda assim, o decreto do IOF foi revogado.
Com a ação no STF, o governo busca agora restabelecer a validade do decreto e reforçar sua estratégia de arrecadação diante das metas fiscais previstas para o ano. O caso aguarda julgamento da Corte.
Continue lendo em Notícias
Ver tudoSecretário do Ministério da Saúde visita unidade móvel em Balsas
Acompanhamento inclui inspeção do Combo UBS financiado pelo Novo PAC Saúde
Adolescente morre em colisão por retorno proibido na capital
A família do jovem de 17 anos solicita responsabilização do condutor enquanto a SMTT registra aumento de mortes no trânsito de São Luís.
PF apreende R$ 67 mil e cumpre buscas em três cidades
Operação Desvio de Rota investiga suposta compra de votos em municípios do Piauí e Maranhão
Saúde de José Sarney estável após operação em São Luís
Ex‑presidente de 96 anos permanece em observação no Hospital UDI, sem data prevista para alta
Aposta de Timon garante R$ 1,8 milhão
Três apostas dividiram o valor entre Maranhão, Paraná e São Paulo
Preço de presentes varia até 774% em São Luís
Levantamento do Procon revela diferenças de preços entre lojas para brinquedos e livros
STF determina mandado de prisão e cancelamento de passaportes de Eduardo Bolsonaro
Ministro Alexandre de Moraes decretou trânsito em julgado da condenação por coação e ordenou a prisão do ex‑deputado, que está nos EUA
Círio de Nazaré inicia nesta quinta em São Luís
Programação de fé se estende até 18 de outubro, com romarias, missas e procissão luminosa
Bets são retirados do ar a partir de 6 de outubro no Brasil
Usuários têm até 14 de outubro para receber devolução dos saldos, com intermediação da Caixa se necessário









