
Mudança no IOF: o que continua, o que caiu e como isso afeta você
Por Nossa Terra
· 2 min de leitura ·
O anúncio do aumento nas alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), feito pelo governo federal nesta semana, movimentou o setor econômico e provocou reações imediatas entre investidores e instituições financeiras. Em resposta à pressão do mercado, o Ministério da Fazenda voltou atrás em parte das alterações, preservando isenções estratégicas e tentando conter os ruídos em torno da política fiscal.
A medida inicial previa a elevação do IOF sobre uma série de operações, entre elas o uso de cartões de crédito no exterior, compra de moeda estrangeira, envio de recursos ao exterior e aportes em previdência privada. Todas essas mudanças seguem valendo. Mas, diante da repercussão negativa, o governo decidiu manter zerada a alíquota para investimentos de fundos brasileiros no exterior — um segmento sensível do mercado de capitais que havia sido incluído no pacote.

Foto: Diogo Zacarias/MF
Com isso, o governo busca manter a arrecadação estimada em R$ 2,05 bilhões até o fim do ano, sem comprometer a imagem de previsibilidade que tenta construir junto aos agentes econômicos. Ao mesmo tempo, sinaliza que está atento às reações do setor financeiro.
O que muda na prática
Veja os principais pontos das alterações:
- Cartões internacionais: a alíquota subiu de 3,38% para 3,5%.
- Compra de moeda estrangeira em espécie: passou de 1,1% para 3,5%.
- Remessas ao exterior: operações feitas por pessoas físicas passaram a ser tributadas em 3,5%.
- Empréstimos externos de curto prazo (até 364 dias): passam a pagar 3,5% de IOF.
- Previdência privada (VGBL): aportes mensais acima de R$ 50 mil terão alíquota de 5%.
- Crédito para empresas: a taxa subiu de 1,88% para até 3,95% ao ano, dependendo do porte da empresa.
O ajuste parcial feito pelo governo, embora limitado, revela os desafios de equilibrar metas fiscais e manutenção de confiança do mercado. Especialistas destacam que o episódio reforça a necessidade de maior previsibilidade na gestão econômica e sinalizações mais claras sobre o caminho das reformas. É importante que os contribuintes estejam atentos às novas alíquotas para planejar melhor suas finanças e evitar surpresas
Fontes consultadas: Agência Brasil, CNN Brasil, UOL Economia, InfoMoney, Reuters
Continue lendo em Economia
Ver tudoPrograma Novo Desenrola Brasil encerra inscrições em 31 de agosto
Até o fim do mês, consumidores com renda de até cinco salários mínimos podem renegociar dívidas bancárias.
Endividamento familiar atinge recorde em São Luís
Pesquisa da Fecomércio-MA indica que oito em cada dez lares da capital maranhense têm dívidas, embora a inadimplência ainda esteja abaixo dos níveis da pandemia.
Startup Reports será apresentado na Feira do Empreendedor 2026 em São Luís
Levantamento reúne dados de cerca de 470 startups acompanhadas pelo Sebrae entre 2022 e 2026
Expectativa de inflação para 2026 recua para 5,02%
Mercado revisa para baixo projeções de inflação, PIB e juros no Boletim Focus
Copom reduz Selic para 14% ao ano, quarta queda consecutiva
A decisão, tomada em Brasília, segue a estratégia de convergência da inflação ao redor da meta
Mercado financeiro eleva previsão da Selic para 13,75% ao ano em 2026
Analistas também aumentaram a estimativa da inflação para 5,11% e projetam juros elevados por mais tempo
Novo salário mínimo de R$ 1.621 passa a ser pago a partir desta segunda-feira
Reajuste de 6,79% altera valores do INSS, seguro-desemprego, contribuições previdenciárias e impacta mais de 61 milhões de brasileiros
Governo confirma salário mínimo de R$ 1.621 para 2026
Reajuste de 6,79% combina INPC de 4,18% e ganho real limitado pelo arcabouço fiscal
Inflação desacelera para 0,09% em outubro, menor taxa para o mês desde 1998
Índice veio abaixo das projeções do mercado; resultado foi influenciado pela queda no preço da energia elétrica e pela estabilidade nos alimentos









