Por NT Notícias
O anúncio do aumento nas alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), feito pelo governo federal nesta semana, movimentou o setor econômico e provocou reações imediatas entre investidores e instituições financeiras. Em resposta à pressão do mercado, o Ministério da Fazenda voltou atrás em parte das alterações, preservando isenções estratégicas e tentando conter os ruídos em torno da política fiscal.
A medida inicial previa a elevação do IOF sobre uma série de operações, entre elas o uso de cartões de crédito no exterior, compra de moeda estrangeira, envio de recursos ao exterior e aportes em previdência privada. Todas essas mudanças seguem valendo. Mas, diante da repercussão negativa, o governo decidiu manter zerada a alíquota para investimentos de fundos brasileiros no exterior — um segmento sensível do mercado de capitais que havia sido incluído no pacote.

Foto: Diogo Zacarias/MF
Com isso, o governo busca manter a arrecadação estimada em R$ 2,05 bilhões até o fim do ano, sem comprometer a imagem de previsibilidade que tenta construir junto aos agentes econômicos. Ao mesmo tempo, sinaliza que está atento às reações do setor financeiro.
O que muda na prática
Veja os principais pontos das alterações:
- Cartões internacionais: a alíquota subiu de 3,38% para 3,5%.
- Compra de moeda estrangeira em espécie: passou de 1,1% para 3,5%.
- Remessas ao exterior: operações feitas por pessoas físicas passaram a ser tributadas em 3,5%.
- Empréstimos externos de curto prazo (até 364 dias): passam a pagar 3,5% de IOF.
- Previdência privada (VGBL): aportes mensais acima de R$ 50 mil terão alíquota de 5%.
- Crédito para empresas: a taxa subiu de 1,88% para até 3,95% ao ano, dependendo do porte da empresa.
O ajuste parcial feito pelo governo, embora limitado, revela os desafios de equilibrar metas fiscais e manutenção de confiança do mercado. Especialistas destacam que o episódio reforça a necessidade de maior previsibilidade na gestão econômica e sinalizações mais claras sobre o caminho das reformas. É importante que os contribuintes estejam atentos às novas alíquotas para planejar melhor suas finanças e evitar surpresas
Fontes consultadas: Agência Brasil, CNN Brasil, UOL Economia, InfoMoney, Reuters