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Foto: Reprodução/agenciabrasil.ebc.com.br

Mãe de crianças desaparecidas em Bacabal solicita alerta amarelo da Interpol

Polícia Federal analisará pedido para incluir Ágatha e Allan na Difusão Amarela

Por Nossa Terra

· 2 min de leitura ·

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

A mãe das crianças desaparecidas há mais de oito meses em Bacabal, no Maranhão, pediu à Polícia Federal (PF) a inclusão de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, na Difusão Amarela da Interpol.

Em nota, a PF informou que o pedido foi apresentado nesta quarta‑feira (9) pela mãe, Clarice Cardoso, e que será analisado pela instituição, que "adotará os procedimentos necessários para eventual encaminhamento à Interpol".

A Difusão Amarela é um mecanismo da Interpol destinado a auxiliar na localização de pessoas desaparecidas. A PF esclareceu que cabe à própria organização internacional decidir a inclusão de nomes em seus alertas, acrescentando: "Após o encaminhamento pela autoridade policial competente, cabe à própria Interpol analisar as informações e decidir sobre a publicação e o compartilhamento do alerta com os países membros da organização".

Clarice Cardoso informou à Agência Brasil que foi contactada pela Interpol para identificar se seus filhos estão no grupo de 163 crianças resgatadas em operação contra tráfico de pessoas na Flórida, nos Estados Unidos, no final de agosto.

Nas redes sociais, a advogada da família, Nathaly Moraes, informou que foi coletado sangue na Superintendência da PF em São Luís, também nesta quarta‑feira, para verificar se as informações sanguíneas batem com as crianças encontradas na Flórida.

Até o momento, a identidade das crianças de Bacabal não foi confirmada pelas autoridades dos EUA ou da Interpol, e a PF não confirmou se os irmãos estariam entre os resgatados nos Estados Unidos.

Os dois foram vistos pela última vez em 4 de janeiro, no Quilombo São Sebastião dos Pretos, quando brincavam em área de mata. Não há suspeitos divulgados até o momento.

A família do menino Edson Davi Silva Almeida, desaparecido na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, em janeiro de 2024, também foi contatada pela Interpol. A mãe, Marize Araújo, afirmou ter comparecido à sede da PF no Rio de Janeiro para fornecer informações sobre o filho.

A Polícia Civil acredita que Edson Davi, de 6 anos, tenha se afogado no mar, mas a família contesta a versão e sustenta que o menino foi raptado.

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