
Mendonça afasta diretor da PF após pedido do Novo
O ministro citou circunstâncias gravíssimas e alegou monitoramento ilegal.
Por Nossa Terra
· 2 min de leitura ·
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
O ministro André Mendonça, do STF, afastou preventivamente o diretor‑geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, nesta terça‑feira (8), atendendo a pedido do partido Novo, que havia requerido sua prisão preventiva para preservar as investigações do caso Banco Master.
O afastamento também incluiu o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. A Segunda Turma do STF formou maioria para manter a decisão, mas o julgamento foi interrompido por vista solicitada por Gilmar Mendes, decano do Supremo.
O Novo fundamentou o pedido nas mensagens enviadas pelo ex‑banqueiro Daniel Bueno Vorcario a um interlocutor que os investigadores identificam como o ministro Alexandre de Moraes. Em uma das mensagens, Vorcario faz referência a um suposto pedido de proteção a Andrei e ao procurador‑geral da República, Paulo Gonet.
Na petição, o partido afirmou que “Mais elementos têm convergido com a ideia de que Daniel Vorcario possuía uma proximidade não apenas com autoridades ocupantes de cargos dessa Suprema Corte, como também com o ocupante do mais alto cargo de direção da Polícia Federal, instituição que conduzia uma das investigações contra ele e o banco do qual era controlador, Banco Master”.
O Novo alegou ainda que Andrei agiria para impedir que Vorcario alcançasse acordo de delação premiada. Em audiência com Mendonça, a pedido da defesa, Vorcario relatou ser alvo de intimidações por parte de agentes da PF, inclusive ameaças de ser jogado das aeronaves da corporação, e de pressões e maus‑tratos ao se aproximar de fechar delação. O depoimento ocorreu em 27 de agosto.
As advogadas do Novo argumentaram que “Esses elementos exigem a criação de condições fático‑institucionais necessárias para que os fatos possam ser investigados sem interferências, constrangimentos hierárquicos ou riscos relacionados ao acesso privilegiado a informações, pessoas, sistemas e decisões administrativas da própria Polícia Federal”.
Ao final, o ministro considerou o afastamento a medida mais adequada, qualificou as circunstâncias como “gravíssimas” e afirmou ter sido monitorado ilegalmente pela Polícia Federal durante o mês de agosto.
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