Pular para o conteúdo
São Luís31°26° / 32°parcialmente nublado
Colunistas
Foto: Reprodução/Agência Tambor

Greve dos bancários maranhenses será em 8 de setembro

As bancárias aprovaram adiamento da paralisação e mantiveram a recusa às ofertas dos bancos.

Por Nossa Terra

· 2 min de leitura ·

Fonte: Agência Tambor

O Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB-MA) decidiu, em Assembleia Geral realizada nesta terça‑feira (1º), iniciar a greve por tempo indeterminado a partir de 8 de setembro.

O adiamento, antes previsto para 2 de setembro, foi justificado pelo sindicato como estratégia para sincronizar a paralisação com movimentos em outras regiões do país e intensificar a pressão sobre as instituições financeiras, evitando que os trabalhadores do estado enfrentem a ação de forma isolada.

Na mesma sessão, a categoria manteve a recusa às propostas apresentadas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e pelos bancos Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia.

Após 13 rodadas de negociação, a Fenaban passou a propor reajuste baseado no INPC acrescido de 0,6 ponto percentual de ganho real, proposta considerada ainda insuficiente pelo SEEB-MA.

O sindicato argumenta que o percentual não compensa as perdas acumuladas nem reflete a capacidade financeira do setor, citando lucro de cerca de R$ 182 bilhões registrado pelos bancos em 2025.

O SEEB-MA também criticou a condução da campanha salarial pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), mas não há manifestação da confederação sobre as críticas.

Como referência, o sindicato destacou a negociação dos empregados do Banco do Estado do Pará (Banpará), que resultou em INPC mais 1,83% de ganho real, aumento de 7,2% nos tíquetes e pagamento integral de um 14º tíquete.

Em vídeo divulgado, Rodolfo Cutrim, coordenador‑geral do SEEB-MA, declarou que as propostas em discussão são “pífias” e não atendem às demandas da categoria, reforçando a data da paralisação: “Dia 8 de setembro vamos à luta, vamos mobilizar, vamos à greve”.

O sindicato informou que a mobilização já alcança unidades no Maranhão, Rio Grande do Norte, Bauru (São Paulo) e Pará, e está convocando trabalhadores de outras regiões a pressionarem seus sindicatos por meio de assembleias e de um calendário nacional de ação.

Continue lendo em Notícias

Ver tudo