Por Kemuel Sousa
O atual técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, foi condenado nesta quarta-feira (10) a um ano de prisão por fraude fiscal na Espanha, em um caso que remonta a 2014, quando comandava o Real Madrid pela primeira vez.
Além da pena de prisão que pode ser convertida em liberdade condicional, conforme prevê a legislação espanhola para réus primários com penas inferiores a dois anos, o treinador italiano foi multado em 387 mil euros, o equivalente a cerca de R$ 2,4 milhões. Ancelotti também ficará impedido de obter subsídios ou auxílios públicos no país por um período de três anos.
De acordo com o Ministério Público espanhol, Ancelotti deixou de declarar parte de seus rendimentos relativos a direitos de imagem, sonegando aproximadamente 1 milhão de euros (R$ 6,4 milhões na cotação atual).
Em declaração à imprensa, o treinador afirmou que não tinha conhecimento das irregularidades:
“Eu só estava preocupado em receber o salário líquido de 6 milhões de euros por três anos. E nunca percebi que algo estava errado. Nem recebi nenhuma notificação de que o Ministério Público estava me investigando”, disse Ancelotti.
O caso foi amplamente repercutido pela imprensa espanhola e reacende o debate sobre fraudes fiscais cometidas por personalidades do futebol na Europa.







