Por Kemuel Sousa
O primeiro tempo foi morno em termos de emoção, mas tecnicamente dominado pelo Palmeiras, que trocou passes com eficiência e tentou furar o bloqueio adversário. Na etapa complementar, o cenário se repetiu: o Alviverde manteve a pressão, criou boas oportunidades, na prorrogação o verdão chegou a reclamar de dois lances polêmicos dentro da área envolvendo toques de mão. No entanto, novamente parou em John, que foi eleito melhor em campo e na bem postada zaga botafoguense.
No tempo extra, o Botafogo cresceu no jogo. Aproveitando uma leve queda de intensidade do Palmeiras devido ao forte calor em Filadélfia, o time carioca equilibrou a partida e chegou a ameaçar. Contudo, brilhou a estrela do técnico Abel Ferreira, que fez mudanças decisivas. Uma delas foi a entrada do meia Paulinho, camisa 10, que mesmo não atuando em sua plenitude física devido a uma lesão, protagonizou o lance decisivo da partida.
Aos 9 minutos do primeiro tempo da prorrogação, Paulinho recebeu pela direita, driblou a marcação com categoria e finalizou com precisão no canto direito do goleiro John, marcando um golaço e colocando o Palmeiras em vantagem.

Nos minutos finais, o Botafogo partiu com tudo para o ataque. O Palmeiras perdeu seu capitão, o zagueiro Gustavo Gómez, expulso após levar o segundo cartão amarelo, e teve que segurar a pressão com um jogador a menos. Mesmo assim, com muita raça, garra e organização defensiva, o time paulista resistiu ao abafa e garantiu a classificação entre os oito melhores clubes do mundo.
Foi uma tarde histórica para o torcedor palmeirense, que viu seu time fazer jus à tradição e avançar no torneio mais importante do calendário internacional. Agora, o Verdão aguarda o vencedor do confronto entre Chelsea (ING) e Benfica (POR), que se enfrentam ainda hoje, às 17h, para saber quem será seu adversário nas quartas de final.







