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STF determina busca e apreensão contra ex-secretário Raimundo Cutrim, fonte de jornalista

A medida foi solicitada pela Polícia Federal e aprovada pela Procuradoria‑Geral da República

Por Nossa Terra

· 2 min de leitura ·

Fonte: cnnbrasil.com.br

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinou busca e apreensão contra o ex‑secretário de Estado Raimundo Cutrim, apontado como fonte do jornalista Luís Pablo nas reportagens contra o ministro Flávio Dino.

A informação foi confirmada à CNN Brasil pelo advogado de Cutrim, José Berilo de Freitas Leite, e pela assessoria do STF, que informou que a medida foi pedida pela Polícia Federal e teve aval da Procuradoria‑Geral da República.

O jornalista Luís Pablo havia sido alvo de busca e apreensão em março após denunciar o uso irregular de carros oficiais pelo ministro Flávio Dino e seus familiares no Maranhão.

Segundo o advogado, o mandado indica que a quebra dos aparelhos telefônicos do jornalista apontou Cutrim como fonte que repassava informações privilegiadas e que o advogado do jornalista também foi alvo da operação.

O advogado afirmou que a defesa ainda não teve acesso aos processos e que as operações de hoje dizem respeito às notícias sobre o uso irregular de viaturas do Tribunal de Justiça do Maranhão pela família de Dino, denúncias que permanecem sem apuração.

Cutrim, delegado aposentado da Polícia Federal, ex‑secretário de Segurança Pública do Maranhão e ex‑deputado estadual, é adversário político de Flávio Dino e foi secretário de Estado do governador Carlos Brandão.

Em vídeo gravado em 11 de julho, Cutrim disse ter tomado conhecimento de ações judiciais contra ele por meio de “corrente de boatos” espalhada por parlamentares ligados ao ex‑governador, classificando a movimentação como “onda de terror” no contexto da disputa eleitoral.

Cutrim está preso sob acusação de obstruir investigação de homicídio que apura a conduta de um parente, acusação que ele nega.

Aliados de Dino afirmaram que o carro particular do ministro era seguido, não se tratando de uso de carros oficiais, e que o jornalista cobraria R$ 100 mil para publicar as reportagens; o jornalista Luís Pablo negou ter seguido carro e afirmou que a utilização de carro oficial por parte do ministro e familiares é fato comprovado e que nunca recebeu dinheiro para publicar as reportagens.

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