Oração: O que a Ciência Revela Sobre os Efeitos da Oração no Cérebro

Mais do que um ato de fé, a oração transforma a mente e o corpo — e a neurociência está comprovando isso.

Em um mundo acelerado e estressante, encontrar momentos de paz interior tornou-se uma necessidade. Para milhões de pessoas, esse refúgio vem por meio da oração — um hábito milenar que, além da conexão espiritual, tem chamado a atenção da ciência pelos impactos positivos no cérebro e na saúde mental.

A Neurociência por trás da Oração

Segundo o Pós-PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela, membro da Society for Neuroscience nos Estados Unidos, orar vai muito além de um gesto simbólico. Exames de neuroimagem mostram que a oração ativa áreas específicas do cérebro relacionadas à empatia, autorreflexão e controle emocional.

“Durante a oração há uma ativação do córtex pré-frontal medial e do córtex cingulado anterior e posterior — regiões ligadas à autorreflexão e à empatia”, afirma o neurocientista.

Além disso, segundo o neurocientista, a oração reduz a atividade da amígdala cerebral, estrutura diretamente envolvida na resposta ao medo, estresse e ansiedade. É por isso que, muitas vezes, sentimos uma profunda paz depois de orar.

Hormônios do Bem-Estar em Ação

A oração também contribui para a liberação de neurotransmissores como dopamina e endorfina, substâncias que promovem sensação de prazer, gratidão e bem-estar. Isso explica por que quem mantém uma prática constante de oração tende a lidar melhor com situações difíceis e apresentar maior equilíbrio emocional.

“O ato de orar também ajuda na liberação de neurotransmissores relacionados com o prazer e bem-estar geral, como endorfina e dopamina, o que explica a sensação de paz trazida pela oração, o que ajuda na redução do estresse e ansiedade”, reforça Dr. Fabiano.

Repetição e Conexão: O Poder dos Mantras

Orações repetitivas — como o rosário, o ho’oponopono ou mantras budistas — também demonstraram efeitos positivos em estudos recentes. Uma revisão científica publicada sob o título “Scientific Evidence of Health Benefits by Practicing Mantra Meditation” apontou melhorias significativas em quadros de insônia, depressão, estresse e até redução da percepção da dor.

A repetição de frases ou sons promove uma desaceleração cerebral, diminuição da frequência cardíaca e até mesmo prevenção do burnout, especialmente em profissões de alta pressão. Os efeitos positivos já podem ser notados a partir de três meses de prática constante

A ciência está apenas começando a entender os mistérios da fé, mas uma coisa já está clara: orar faz bem. Ao cérebro, ao corpo e à alma.

Fonte: tnsustentavel

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