País recebe status internacional como livre de febre aftosa sem vacina.

Reconhecimento sanitário é da Organização Mundial de Saúde Animal

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

Brasília

Vacas leiteiras em Ashland, Ohio
 12/12/2014    REUTERS/Aaron Josefczyk
© Aaron Josefczyk/Reuters/direitos reservados

A Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconheceu nesta quinta-feira (29) o Brasil como livre de febre aftosa sem vacinação. 

O reconhecimento do novo status sanitário ocorreu durante a 92ª Sessão Geral da Assembleia Mundial de Delegados da OMSA, em Paris.

O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, a vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), senadora Tereza Cristina, e o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Mato Grosso do Sul (Famasul), Marcelo Bertoni, participaram da sessão na capital francesa.

Em nota, a CNA avaliou que o reconhecimento internacional de país livre de febre aftosa sem vacinação reforça o compromisso do setor agropecuário e dos produtores rurais com a sanidade de seus rebanhos e com a qualidade dos produtos ofertados aos mercados compradores.

“Para a CNA, [reconhecimento] é fruto de um esforço conjunto de anos entre o Estado e o setor privado e de ações coordenadas para a retirada gradual da vacina, de acordo com o Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PNEFA)”, informou a entidade.

Para a confederação, o processo de retirada da vacinação foi conduzido de forma segura, com base na evolução dos estados em relação ao cumprimento de requisitos mínimos. 

“Durante os cerca de 10 anos de execução do PNEFA, foram realizados estudos soroepidemiológicos que apontaram para a não circulação do vírus no país”.

“Apesar de retirar a vacina, o Brasil continuará com as ações de vigilância e controle sanitário do rebanho. Para a CNA, é fundamental o papel dos pecuaristas e seus colaboradores, que estão na linha de frente e têm a responsabilidade de notificar o Serviço Veterinário Oficial (SVO).”

Também em comunicado, a federação sul-mato-grossense Famasul avaliou que o reconhecimento internacional de país livre de febre aftosa sem vacinação representa a consolidação de um esforço conjunto entre as federações, produtores rurais e governos, “sendo um marco para a pecuária de Mato Grosso do Sul e do Brasil”.

Para a entidade, a chancela internacional reforça que o Brasil está pronto para competir com os principais parceiros globais, incluindo os Estados Unidos, a Austrália e a União Europeia, “com sanidade, rastreabilidade e sustentabilidade na produção.”

Segundo a Famasul, a febre aftosa é uma das doenças mais temidas na pecuária mundial por seu alto poder de disseminação e pelos prejuízos econômicos que causa. 

“Desde o início da profissionalização da produção de carne, a luta contra a doença se intensificou globalmente. No Brasil, o combate começou oficialmente em 1950 e passou por diferentes fases, até a criação do PNEFA em 2017, com o objetivo de erradicação completa até 2026.”

Em maio do ano passado o governo federal já havia feito o mesmo reconhecimento,.

Ministério da Agricultura começa primeira etapa de vacinação contra febre aftosa. Foto: MAPA/Divulgação

Fonte: Agência Brasil

Maranhão – O Maranhão foi reconhecido oficialmente como zona livre de febre aftosa sem vacinação. A portaria do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nº 678, de 30 de abril de 2024, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), nesta quinta-feira (2). O Distrito Federal e mais 20 estados brasileiros constam no documento.

Para o governador do Estado, Carlos Brandão, o fato tem grande impacto para a economia brasileira e, especialmente, para o Maranhão, o segundo maior rebanho bovino do Nordeste, com mais de 10 milhões de cabeças de gado.

Saiba mais no link abaixo:

https://www.ma.gov.br/noticias/maranhao-obtem-o-reconhecimento-nacional-de-zona-livre-de-febre-aftosa-sem-vacinacao

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