Segundo investigação, família do traficante atuaria na gestão e ocultação de recursos do tráfico, mesmo com líder preso há mais de 20 anos.
O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou o traficante Marcinho VP, a esposa dele, Márcia Gama, e o filho do casal, o rapper Oruam, além de outras pessoas, pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
De acordo com as investigações, mesmo preso há mais de duas décadas, Marcinho VP continuaria exercendo influência na facção Comando Vermelho e coordenando um esquema de movimentação de recursos oriundos do tráfico de drogas.
Segundo o Ministério Público, a esposa do traficante seria responsável pela gestão financeira do grupo, atuando na ocultação de patrimônio por meio da aquisição e administração de imóveis, fazendas e estabelecimentos comerciais.
A denúncia também aponta o rapper Oruam como “beneficiário direto” do esquema, indicando que ele teria recebido recursos ilícitos para financiar a carreira musical e dissimular a origem do dinheiro.
As investigações identificaram a atuação de diferentes núcleos dentro da organização criminosa, incluindo liderança, núcleo familiar, suporte operacional e atuação direta no tráfico, com participação de outros integrantes da facção.
Durante a semana, familiares de Marcinho VP foram alvo de uma operação policial com mandados de prisão, mas nem todos haviam sido localizados até a última atualização.
O caso segue em tramitação na Justiça do Rio de Janeiro.







