Cooperativa Metropolitana atua no Centro de São Luís, enfrenta desafios estruturais e reforça a importância das parcerias para fortalecer a reciclagem e a economia solidária
A Cooperativa de Trabalhadores de Materiais Recicláveis Metropolitana (Coocamarem) desempenha um papel essencial na gestão de resíduos sólidos em São Luís, aliando geração de renda, preservação ambiental e inclusão social. Localizada na área central da cidade, próxima ao Palácio dos Esportes, a cooperativa reúne catadores que diariamente recolhem materiais recicláveis do comércio local e garantem a destinação correta desses resíduos.
Trabalho que gera impacto social e ambiental
Segundo a presidente da Coocamarem, Márcia Ferreira, o trabalho começa cedo e exige esforço contínuo. “O nosso trabalho árduo todo dia é fazer a coleta do material reciclável da área central comercial e trazer até o galpão para dar a destinação correta”, explica. Atualmente, sete catadores atuam diretamente no galpão da cooperativa e cerca de 35 trabalham de forma indireta, como autônomos, contribuindo para ampliar o alcance da coleta seletiva na capital.
A renda ainda é um desafio. Márcia detalha que os cooperativados diretos não alcançam, em média, um salário mínimo mensal, já que o pagamento depende da quantidade de material coletado, vendido e dividido entre os trabalhadores. “A lógica da economia solidária é vender o resíduo e dividir entre as partes, mas ainda estamos nesse processo de consolidação”, afirma. Já os catadores indiretos recebem conforme o volume entregue, podendo ganhar entre R$ 100 e R$ 150 por dia em períodos de grande geração de resíduos, como eventos.

Cooperados da Coocamarem trabalhando em arraial no Ipem
Desafios e caminhos para valorização
A falta de infraestrutura é apontada como o principal entrave para o fortalecimento da atividade. “Nós não temos maquinários, não temos caminhões. Tudo o que a gente usa é alugado ou emprestado”, relata Márcia. Outro problema recorrente é a irregularidade no volume de material reciclável, o que impacta diretamente a renda dos catadores e a sustentabilidade financeira da cooperativa.
Para a presidente, a solução passa pela união de esforços. “É fundamental uma parceria pública e privada para garantir infraestrutura, como galpões e máquinas, além da doação regular de resíduos que agreguem valor econômico ao trabalho”, defende. A proposta beneficia não apenas os catadores, mas toda a sociedade, ao reduzir o volume de lixo destinado a aterros e estimular práticas sustentáveis.
A Coocamarem está aberta a parcerias e novos projetos. Interessados podem entrar em contato pelo Instagram @coocamarem ou pelo telefone (98) 98842-6045. “Com apoio e valorização, o trabalho dos catadores pode gerar renda digna, inclusão social e ganhos ambientais para toda a cidade”, conclui Márcia Ferreira.







