Maranhão reforça voz da sociedade civil na COP30 com Carta pela Alfabetização Ecológica Integral

FEAA/MA destaca a importância da ecologia integral e da educação ambiental nas propostas apresentadas pela Frente Parlamentar Ambientalista à Câmara dos Deputados

As propostas apresentadas pela Frente Parlamentar Ambientalista da Câmara dos Deputados para a COP30, em defesa de políticas climáticas mais efetivas, repercutiram fortemente entre os ambientalistas maranhenses.
Para Roberto Mauro Gurgel Rocha, conselheiro da Câmara de Educação Superior do Conselho Estadual de Educação, representante titular da Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental (CIEA) e cofundador do Fórum Estadual de Educação Ambiental do Maranhão (FEEA/MA), o momento exige uma visão integrada das questões ambientais.

O ambientalista afirmou que a sociedade necessita priorizar ações fundamentais para a ecologia integral. “Hoje, não enfrentamos problemas isolados — é uma crise total que atinge toda a humanidade. Por isso, defendo um grande processo educativo, voltado à conscientização social e à formação de uma visão holística da natureza e da vida. Precisamos de uma política que una o homem e a natureza em um mesmo propósito de sobrevivência articulada”, afirmou Gurgel. Segundo ele, embora as medidas da Câmara sejam relevantes, o país ainda precisa avançar na construção de um “guarda-chuva nacional” que articule políticas públicas, ciência, espiritualidade e ética ecológica.

Contribuição do Maranhão para a agenda climática

O presidente do FEAA/MA, Mauro Roberto Carramilo Júnior, reforçou que a iniciativa da Frente Ambientalista representa um marco na defesa da sustentabilidade, com foco na justiça climática e na educação ambiental. “Entre as propostas apresentadas, merece destaque a ratificação do Acordo de Escazú, que garante transparência, participação social e proteção aos defensores e educadores ambientais. São princípios fundamentais para assegurar o protagonismo das comunidades na base da sustentabilidade”, destacou.

Carramilo lembrou ainda que o Fórum tem trabalhado na implementação do Pacto pela Alfabetização Ecológica Integral – Rumo à COP30 (foto em destaque), que visa unir governo, universidades e sociedade civil em torno de uma agenda comum de educação, restauração e conscientização ambiental. “O fortalecimento de políticas, como a Educação para Reação a Desastres Climáticos e o Pacto Nacional pela Restauração da Natureza e dos Biomas do Brasil, é essencial para consolidar uma cultura ambiental cidadã. Queremos uma sociedade que se eduque para reagir, se organizar e agir pela vida e pelo planeta”, declarou.

Carta do Maranhão pela Alfabetização Ecológica Integral

Público presente em evento onde assinou o Pacto pela Alfabetização Ecológica Integral no Maranhão

Elaborada coletivamente, a Carta do Fórum Estadual de Educação Ambiental do Maranhão nasce do compromisso firmado no lançamento do Pacto pela Alfabetização Ecológica Integral, realizado em setembro.
O documento propõe ações práticas e contínuas para transformar a educação ambiental em eixo estratégico do desenvolvimento sustentável do estado. “A Carta representa a voz das educadoras e educadores ambientais maranhenses e é um chamado à ação concreta diante da emergência climática”, explicou Carramilo.

Entre as medidas previstas estão:

  • Criação da Rede Maranhense de Educação Ambiental Integrada, para conectar experiências locais;
  • Apoio técnico e político à implementação da Educação Ambiental no Plano Nacional e Estadual de Educação;
  • Consolidação de parcerias com municípios, universidades e organizações civis para desenvolver projetos de alfabetização ecológica e restauração de ecossistemas, com foco na Amazônia maranhense. “A Carta será entregue à delegação brasileira na COP30 como contribuição do Maranhão à agenda global de sustentabilidade. Queremos que cada palavra dela se traduza em políticas, programas e práticas que fortaleçam o protagonismo social na defesa da vida”, concluiu o presidente do Fórum, que participará da Conferência das Partes, em Belém, ao lado de outro membro do FEEA/MA, professor Ronald Chaves, presidente do Fórum Maranhense de Meio Ambiente e Emergência Climática (FOMAEC).

Pacto por um futuro comum

Com a COP30 se aproximando, diversas instituições da sociedade civil e do poder público do estado se articularam para marcar presença na COP 30. A Carta e as vozes de lideranças, como Carramilo e Chaves, reafirmam o compromisso de transformar consciência em ação — e de garantir que a educação ambiental seja o alicerce das soluções climáticas brasileiras.

🟢

compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *