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O governo de Israel declarou neste domingo (16) que o Irã “cruzou uma linha vermelha” ao realizar um ataque que atingiu um hospital na Faixa de Gaza. A acusação foi feita após uma série de explosões que deixaram mortos e feridos na região.
De acordo com autoridades israelenses, o ataque foi realizado por grupos apoiados diretamente pelo Irã, que teria fornecido tanto armamento quanto suporte logístico. Israel afirma que o alvo era uma área próxima a um hospital, mas a ofensiva acabou causando destruição direta à unidade de saúde.
“O Irã ultrapassou uma linha vermelha ao direcionar seus braços terroristas para atacar civis e infraestruturas médicas. Isso terá consequências”, afirmou Daniel Hagari, porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), em comunicado oficial.
O governo iraniano, até o momento, não se pronunciou sobre a acusação.
O episódio eleva ainda mais a tensão no Oriente Médio, já intensificada desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, em outubro do ano passado. As forças israelenses seguem realizando operações terrestres e aéreas contra alvos do Hamas na Faixa de Gaza, enquanto grupos aliados ao Irã, como o Hezbollah no Líbano e milícias no Iêmen, continuam lançando ofensivas contra posições israelenses.
A comunidade internacional acompanha com preocupação o aumento dos ataques que atingem civis e estruturas essenciais, como hospitais e escolas. Organizações humanitárias alertam que o sistema de saúde em Gaza está à beira do colapso, agravando ainda mais a crise humanitária na região.
Em resposta ao ataque, Israel sinalizou que pode ampliar suas operações militares, inclusive contra alvos fora da Faixa de Gaza, caso identifique ligação direta com o Irã ou seus aliados na região.
A situação segue em desenvolvimento e novas atualizações são aguardadas nas próximas horas.