Projeto prevê investimentos, geração de empregos e potencial para transformar o estado em polo exportador de petróleo
O conglomerado internacional do setor de energia, Oil Group, é considerado a empresa âncora da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Bacabeira. Executivos da companhia estiveram no Maranhão para alinhar detalhes sobre a instalação de uma refinaria de petróleo no estado. O governador Carlos Brandão, que cumpre agenda em Brasília (DF), participou do encontro por videoconferência.
A visita a São Luís deu continuidade à reunião realizada em junho, em Paris, entre o governador, representantes da Oil Group e a Investe Maranhão, agência de desenvolvimento econômico do estado. Durante a agenda, os executivos conheceram o local da futura refinaria, além de discutirem aspectos tributários, jurídicos e econômicos, bem como o processo de exportação do petróleo pelo Porto do Itaqui.
“Seguimos colhendo os frutos da missão que realizamos em Paris. Recebemos no Maranhão os representantes da Oil Group e estamos em tratativas para definir a instalação da empresa em nosso estado. Durante a visita à ZPE de Bacabeira e ao Porto do Itaqui, apresentamos toda a estrutura que o Maranhão oferece”, declarou o governador Carlos Brandão em suas redes sociais.
O encontro ocorreu na sede da Investe Maranhão e contou com a presença do presidente da ZPE de Bacabeira, Pedro Rocha Neto; do presidente da Investe Maranhão, Cauê Aragão; de técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Programas Estratégicos (Sedepe); e do sócio-fundador e presidente da Oil Group, Martin Wittstrom.
Geração de empregos e estrutura da ZPE
A ZPE de Bacabeira contará com 8 milhões de metros quadrados de área locável, heliporto, refeitório, ramal ferroviário próprio e espaço para eventos. A refinaria terá como produto principal o óleo combustível pesado (bunker) para exportação, com a possibilidade de implantação de um terminal no Porto do Itaqui para receber petróleo bruto importado.
O projeto prevê a criação de 300 empregos permanentes e aproximadamente 2 mil postos de trabalho diretos durante a fase de construção. “Esse movimento é resultado da nossa busca ativa na França e vai garantir a geração de mais de 2.300 empregos diretos e indiretos, trazendo oportunidade, renda e desenvolvimento para os maranhenses”, afirmou Brandão.
Para viabilizar a ZPE, foi apresentado o projeto-âncora da mini-refinaria modular da Oil Group. Cada módulo terá capacidade inicial para processar 20 mil barris de petróleo por dia, podendo atingir 50 mil barris/dia na terceira etapa.
“Tivemos uma reunião fantástica com a Investe Maranhão. Estamos recebendo muito apoio e estou muito entusiasmado com o que aconteceu aqui hoje. É o tipo de suporte que você precisa para desenvolver um projeto como este. Nossa reunião de hoje é uma extensão do encontro em Paris, onde iniciamos discussões mais sérias sobre como proceder com o projeto”, destacou Martin Wittstrom, presidente da Oil Group.
Próximos passos do projeto
Segundo Gustavo Zumel, CEO da subsidiária de refino da Oil Group no Brasil, a previsão é iniciar as obras em 2027 e começar a operação em 2029. “Em Paris, lançamos as bases do projeto de uma refinaria com capacidade de refino de 50 mil barris por dia. Hoje tivemos uma reunião extremamente produtiva para ajustar os últimos pontos em aberto e avançar com o cronograma”, declarou.
O presidente da ZPE de Bacabeira, Pedro Rocha Neto, enfatizou que a área funcionará como um distrito industrial alfandegado, ampliando o potencial exportador do Maranhão. “A empresa que se instalar ali terá compromisso exportador. É um projeto que pode gerar, em cinco anos, mais de 30 mil empregos diretos e indiretos”, destacou.
A Oil Group atua no mercado de petróleo e gás por meio da holding americana Oil Group Holding US Oil, com sede em Houston (EUA), e no Brasil pela Oil Group Brasil Oil, no Rio de Janeiro, além da Oil Group Investimentos em Refinaria S.A.
O Maranhão reúne condições estratégicas para o projeto, com infraestrutura logística já existente e posição geográfica privilegiada, que possibilita rotas mais curtas para a Ásia (via Canal do Panamá), Europa e Estados Unidos.







