
Hamas liberta 20 reféns vivos em Gaza e Israel inicia soltura de presos palestinos
Acordo mediado pelos EUA marca a primeira fase do cessar-fogo; corpos dos reféns mortos ainda serão entregues
Por Nossa Terra
· 2 min de leitura ·
O grupo palestino Hamas libertou nesta segunda-feira (13/10) os 20 reféns vivos que mantinha em Gaza desde a incursão armada realizada em 7 de outubro de 2023, segundo confirmação das Forças de Defesa de Israel (FDI).
Os reféns foram libertados em dois grupos: sete no norte de Gaza pela manhã e 13 no sul de Gaza no período da tarde. Os corpos dos reféns que morreram ainda não foram entregues por Hamas a Israel.
Como parte do acordo de cessar-fogo, Israel começou a libertar 250 prisioneiros palestinos, além de mais de 1.700 moradores de Gaza que estavam detidos. Hospitais na Faixa de Gaza se preparam para receber os libertados.
Ônibus com os prisioneiros começaram a chegar em Ramallah, na Cisjordânia, onde está localizada a sede da Autoridade Nacional Palestina, rival política do Hamas.
O ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 resultou na morte de cerca de 1.200 pessoas e na captura de 251 reféns. Estima-se que 48 reféns ainda estejam sob poder do Hamas, mas apenas 20 continuavam vivos estes foram libertados agora.
A libertação faz parte de um plano mediado pelos Estados Unidos para encerrar a guerra em Gaza. Segundo o Hamas, os corpos dos reféns mortos que podem chegar a 28 serão entregues posteriormente.


Em resposta ao ataque de 2023, a ofensiva israelense em Gaza já causou mais de 60 mil mortes em dois anos de conflito, incluindo um grande número de crianças e mulheres. A ação foi classificada como “genocídio” por uma agência externa da ONU e outras organizações internacionais.
Os familiares dos reféns foram os primeiros a comemorar a libertação. Em comunicado, celebraram o retorno de:
Omri Miran, Matan Angrest, Ziv Berman, Gali Berman, Guy Gilboa-Dalal, Alon Ohel e Eitan Mor,
“Após 738 dias agonizantes de cativeiro, [eles] voltam para nós, para o abraço de suas famílias, que trabalharam incansavelmente pela sua libertação, de seus amigos e de toda uma nação que acreditou e lutou para que este dia chegasse”.
O comunicado dos familiares conclui:
“Nossa luta não terminou. Ela não terminará até que o último refém seja localizado e devolvido para receber um enterro digno. Essa é nossa obrigação moral. Só então o povo de Israel estará completo”.
Cada refém libertado recebeu um kit de retorno, que inclui roupas, um laptop, celular e tablet, além de uma nota manuscrita do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e de sua esposa, Sara Netanyahu:
“Em nome de todo o povo de Israel, bem-vindo de volta!
Estávamos esperando por vocês, lhe damos as boas-vindas.
Sara e Benjamin Netanyahu.”
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