
Fluminense, time de guerreiros, coração dos continentes.
Por Kemuel Sousa · Esporte
· 2 min de leitura ·
Numa dança que rompe fronteiras e desafia o óbvio, o Fluminense não representa apenas o Brasil carrega também as esperanças de um mundo que ainda crê na poesia do futebol. Nas semifinais da Copa do Mundo de Clubes da FIFA, ele se inscreve como exceção em um roteiro já conhecido: o das potências europeias, quase sempre majoritárias, quase sempre favoritas.
O esperado? Quatro europeus entre os quatro. O habitual? Que as quartas de final sejam um encontro continental entre gigantes do Velho Mundo. Mas o futebol, esse esporte que pulsa no improviso e na emoção, adora desmentir previsões. E é por isso que as copas encantam porque nelas nem sempre vence o mais estrelado, e sim o que brilha por um mês, no tempo certo, no instante exato.


um dos pilares desta campanha.
Foto: FIFA
Nesse compasso, o Fluminense dança entre os melhores. Merecidamente. Enquanto o Palmeiras tombou diante do Chelsea, os tricolores encaram agora esse mesmo rival inglês mais calejado, mais atento, e com um novo talento: João Pedro. Mas na arena das decisões, currículo pouco pesa. Importa o agora.
E se a lógica se curva ao instante, o torcedor tem todo o direito de sonhar. Deve, aliás. Porque sonhar é combustível do improvável. E é preciso dizer: quando o Fluminense pisa em campo, não sonha sozinho. Sonha por si, sonha por nós e por todos os que vivem em continentes onde o dinheiro não dita as regras do jogo. Onde o futebol ainda é mágico porque insiste em ser humano.
Na jornada do Flu, ecoa a crença de que o talento pode vencer cifras. De que paixão pode vencer tradição. E de que o futebol, no fim das contas, ainda pertence àqueles que ousam acreditar.
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