
Brasil tira 3,5 milhões de pessoas da pobreza em 2024, diz ministro Wellington Dias
Por Nossa Terra
· 2 min de leitura ·
Fonte: Eduardo Biagini/ Agência Gov
Entre janeiro e julho deste ano, 3,5 milhões de brasileiros superaram a pobreza, segundo o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias. O avanço é resultado da geração de empregos, da qualificação profissional e de programas de incentivo ao empreendedorismo, como o Acredita no Primeiro Passo.
Esse crescimento da renda permitiu que cerca de 1 milhão de famílias deixassem o Bolsa Família em julho, a maioria após alcançar estabilidade financeira ou abrir um pequeno negócio. Quase 536 mil passaram pela Regra de Proteção, que garante 50% do benefício por até 24 meses após aumento de renda. Outras 385 mil famílias deixaram o programa por ultrapassarem o limite de renda (R$ 759 per capita). Mesmo assim, continuam protegidas pelo Retorno Garantido, caso voltem à situação de vulnerabilidade.
O impacto do mercado formal é visível: 1,7 milhão de empregos com carteira assinada foram criados em 2024, e 98,8% dessas vagas foram preenchidas por pessoas inscritas no CadÚnico — sendo 75,5% beneficiárias do Bolsa Família. Segundo Dias, a exigência de manter crianças na escola tem impulsionado a formação técnica e superior, abrindo novas oportunidades e promovendo mobilidade social.
O ministro também destacou a importância do programa Acredita no Primeiro Passo, que já liberou R$ 24 bilhões em microcrédito para pequenos empreendedores do meio urbano e rural. A maioria dos novos negócios vem desses financiamentos e responde por 70% dos empregos gerados no país.
Com esses avanços, o governo projeta que o Brasil deixe novamente o Mapa da Fome da ONU até 2026. Em 2023, a insegurança alimentar severa caiu 85%, e 14,7 milhões de pessoas deixaram de passar fome. O número de brasileiros em extrema pobreza caiu de 9% para 4%, e a pobreza geral passou de 37% (2021) para 23% (2024), segundo dados do Banco Mundial, FGV e IBGE.

“Estamos reduzindo a miséria, a pobreza e a desigualdade. O Brasil já é o país que saiu da fome em menor tempo na história – agora, queremos repetir esse feito em apenas três anos”, afirmou o ministro.
O Brasil também subiu cinco posições no ranking global do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), impulsionado por melhorias nas áreas de educação, saúde e inclusão social.
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