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O Supremo Tribunal Federal (STF) continua a julgar os envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília.
Nesta sexta-feira, 23 de maio, o general Hamilton Mourão depõe ao STF como testemunha de defesa do general Augusto Heleno, réu na ação penal que apura a tentativa de golpe de Estado. Além de Mourão, o comandante da Marinha e o ex-ministro Aldo Rebelo também serão ouvidos.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), a tentativa de golpe começou com discursos de Jair Bolsonaro atacando o sistema eleitoral em julho de 2021 e culminou com os atos de 8 de janeiro de 2023. O plano incluía a elaboração de minutas de atos executivos que formalizassem a quebra da ordem constitucional

Até o momento, 371 pessoas foram condenadas, e outras 527 firmaram acordos com o Ministério Público Federal (MPF), totalizando 898 responsabilizados. Dos mais de 2.000 investigados, 66 permanecem presos por envolvimento nos atos de 8 de janeiro.
A oposição encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes uma lista de 20 presos que enfrentam graves problemas de saúde, solicitando sua soltura por razões humanitárias.
Pedidos de anistia – O Partido Liberal (PL) apresentou um novo projeto de lei propondo anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. O ministro Alexandre de Moraes manifestou-se contra a concessão de anistia, afirmando que os crimes cometidos não podem ficar impunes.
O STF prevê julgar o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado ainda em 2025. A Corte tem mantido um ritmo acelerado nos julgamentos relacionados à trama golpista, com o ministro Alexandre de Moraes conduzindo os processos de forma célere.
