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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou nesta quarta-feira (4) a prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A decisão foi tomada após a parlamentar deixar o país dias após ser condenada pela Corte, o que foi interpretado como uma tentativa de escapar da aplicação da lei penal.
Zambelli havia sido condenada pela Primeira Turma do STF, em maio, a 10 anos de prisão em regime fechado, além do pagamento de uma multa de R$ 2 milhões por danos morais coletivos e da perda do mandato parlamentar — que ainda precisa ser confirmada pela Câmara dos Deputados. A parlamentar foi responsabilizada por falsidade ideológica e pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com o hacker Walter Delgatti Neto.
Mesmo condenada, Zambelli anunciou que estava fora do Brasil. Disse estar em viagem por questões de saúde e perseguição política. Em entrevista recente, afirmou que planejava seguir para a Itália, onde, segundo ela, não poderia ser alcançada pela Justiça brasileira por ter cidadania italiana.
Para Moraes, a saída do país logo após a condenação e sem previsão de retorno caracterizou uma tentativa de se furtar à execução da pena. Em sua decisão, ele autorizou o acionamento da Interpol, com inclusão do nome de Zambelli na lista de difusão vermelha, e determinou o bloqueio de passaporte, contas bancárias, redes sociais e repasses da Câmara.
A decisão do STF será enviada à Câmara dos Deputados, que poderá decidir se mantém ou não a prisão da parlamentar, conforme prevê a Constituição.
Além deste caso, Zambelli ainda responde no STF por outro processo, envolvendo porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, após ser flagrada perseguindo um homem armada em São Paulo, na véspera do segundo turno das eleições de 2022.
Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Fonte: Agência Câmara de Notícias







